Artigo original e imagens do site da Child Health Initiative (CHI).
Trajetos escolares mais seguros na América Latina foram o foco de uma conferência regional que reuniu conhecimentos políticos, técnicos e práticos, organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela FIA Foundation.
Mais de 60 representantes de governos, organizações internacionais, automobilismo da FIA, sociedade civil e instituições acadêmicas de toda a América Latina e Caribe reuniram-se em São Paulo para o segundo Laboratório de Políticas Escolares Movi·Lab, com a participação do Centro para o Futuro das Cidades do Tecnológico de Monterrey, do Insper e da Cidade Ativa, além de parceiros técnicos como Despacio, Amend, UNITAR e iRAP. A ONG Amend, que obteve resultados significativos e possui expertise de ponta em segurança viária em áreas escolares na África Subsaariana, também contribuiu com sua experiência.
O evento aconteceu ao longo de três dias em São Paulo e Jundiaí.
A iniciativa regional está empenhada em tornar os trajetos das crianças de e para a escola mais seguros, saudáveis e inclusivos. Juntas, essas organizações formaram uma rede de colaboração para garantir que todas as crianças possam ir à escola em segurança.
O evento reuniu países e cidades beneficiárias de toda a região, com os participantes compartilhando experiências, explorando abordagens inovadoras para a mobilidade escolar e colaborando no desenvolvimento de ferramentas e indicadores para melhorar a segurança viária. Foi uma importante oportunidade para conectar os parceiros da iniciativa FIA Foundation com o BID, que trabalham para alcançar resultados em larga escala na segurança viária em áreas escolares.
O evento reuniu a Região IV da FIA, o IDB, os Autoclubes da FIA e especialistas em segurança rodoviária.
O programa de três dias teve início com debates sobre a importância da mobilidade segura na América Latina e no Caribe, além de apresentações de especialistas em segurança viária, planejamento urbano e saúde infantil, incluindo o Diretor Executivo Interino da FIA Foundation, Avi Silverman, a Diretora de Crianças e Jovens, Atsani Aribowo, e a Gerente de Programas, Rafaela Machado. As sessões destacaram a Estratégia Nacional de Mobilidade Escolar Segura do Brasil, as iniciativas da Visão Zero e experiências internacionais na promoção de ambientes escolares mais seguros, bem como um painel da Iniciativa de Saúde Infantil sobre a interseção entre mobilidade escolar segura e a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento infantil.
No segundo dia, os participantes viajaram para Jundiaí, uma das cidades líderes no Brasil em planejamento urbano centrado na criança. Os delegados visitaram os bairros de Guanabara e Novo Horizonte para observar projetos locais que priorizam rotas seguras e acessíveis entre residências e escolas. As oficinas se concentraram no desenvolvimento de indicadores para mensurar os benefícios dos Programas de Mobilidade Segura para a Escola, particularmente seus impactos na saúde, educação e bem-estar.
O último dia foi dedicado à inovação e à colaboração com os automobilismos da FIA. Os participantes exploraram exemplos de design urbano adaptado às crianças, incluindo o programa Star Ratings for Schools, o projeto Caminhos do Brincar e as iniciativas da Urban95, antes de participarem de uma oficina de co-design para desenvolver ferramentas de apoio ao planejamento, monitoramento e avaliação de programas de mobilidade escolar segura. O encontro encerrou com discussões sobre a futura cooperação regional e os próximos passos da iniciativa.
Avi Silverman, Diretor Executivo Interino da FIA Foundation, afirmou: “Estamos muito satisfeitos por termos formado uma forte colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, trabalhando juntos para alcançar resultados em larga escala na segurança viária em áreas escolares em toda a região. Demos os primeiros passos importantes, reunindo conhecimento técnico global e regional com os clubes automobilísticos da FIA, ONGs e profissionais, todos focados em transformar o trajeto até a escola. Esta conferência fortaleceu as redes e começou a construir a capacidade de promover mudanças com novas ferramentas, conhecimento e experiência.”
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