Gabriela apresentou o Caminho Seguro Projeto apresentado no Congresso Nacional Brasileiro de Trânsito e Mobilidade (Crédito da imagem: Gabriela Teló)

Desafios da segurança rodoviária no Brasil

O Brasil continua a enfrentar um desafio significativo em segurança viária. Segundo dados preliminares do Datasus, mais de 36 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito em todo o país em 2024. Nesse contexto, nos dias 18 e 19 de novembro, a cidade de Gramado sediou o 1º Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade, organizado pela Associação Nacional dos Departamentos Estaduais de Trânsito (AND).  Fundação Thiago Gonzaga Participei em conjunto com a Ciclocidade e o Sindicato dos Ciclistas Brasileiros, dialogando com diversas perspectivas e compartilhando ideias sobre segurança viária.

No segundo dia, a Fundação apresentou o caso da Caminho Seguro O projeto e seus resultados na redução da velocidade dos veículos em zonas escolares. A sessão foi moderada por Maria Alice Souza, Diretora de Segurança Rodoviária da SENATRAN, com a participação de Paula Manoela Santos, Gerente de Mobilidade do WRI.

A apresentação começou com um panorama da situação da segurança viária em Porto Alegre, apresentado por Gabriela Teló, Coordenadora de Projetos e Políticas Públicas da Fundação. Em 2024, a cidade registrou 84 mortes no trânsito. Entre os 6.787 feridos, 224 eram crianças e adolescentes menores de 17 anos. Em 2025, a situação permanece alarmante: 61 vidas foram perdidas., incluindo 4 jovens menores de 17 anos.

Onde a velocidade se torna fatal

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), reduzir a velocidade média em apenas 51 TP/7 TP pode diminuir as mortes no trânsito em até 30 TP/7 TP. Em Porto Alegre, das 61 mortes registradas em 2025, 22 ocorreram em atropelamentos.

As zonas escolares emergiram como áreas de proteção essenciais. Por esse motivo, em 2025, a Fundação implementou uma intervenção de urbanismo tático no bairro Cristal, visando reduzir a velocidade dos veículos e melhorar a segurança de crianças e adolescentes.

O limite de velocidade recomendado é de 30 km/h, mas medições preliminares mostraram um descumprimento significativo. Um motociclista, por exemplo, foi flagrado trafegando a 84 km/h – uma velocidade que provavelmente seria fatal em caso de colisão com um pedestre.

Durante o evento em Gramado, Gabriela apresentou os resultados da intervenção, incluindo:

  • arte rodoviária educacional
  • Redução do ângulo da curva usando delineadores

Em conjunto, essas medidas ajudaram a reduzir a velocidade dos carros em 50% na área.

Destacando a importância da prevenção, ela enfatizou:
 “O trabalho da Fundação sempre se baseou na prevenção. Precisamos de mais ações que previnam acidentes de trânsito. Não podemos agir somente depois que vidas já foram perdidas.”

Em direção a caminhos mais seguros nas cidades brasileiras

O Caminho Seguro O projeto, implementado em 2025 no bairro Cristal, só foi possível graças ao apoio da FedEx Brasil e da iRAP. A área se tornou o Primeira zona escolar em Porto Alegre com velocidade segura.

Mas o desafio que temos pela frente é significativo: a cidade possui cerca de 100 escolas municipais sem infraestrutura de segurança viária. Por essa razão, a Fundação continua dialogando com potenciais parceiros que, assim como nós, acreditam que a redução de mortes no trânsito começa com a prevenção.

Por meio da escuta ativa da comunidade, comunicação eficaz, projetos de mobilidade que respeitem a forma como as ruas são utilizadas e fiscalização rigorosa, é possível transformar a segurança em nossas cidades – uma escola de cada vez.

Para obter mais informações sobre o projeto Caminho Seguro (Caminhos Seguros para a Escola):

Versão em português deste artigo: Caminho Seguro: resultados apresentados no Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade

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